Agências do Banco Mercantil foram palco de manifestações nesta sexta-feira (30), em um ato público de protesto contra as recentes demissões na instituição financeira. Organizados pelos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de Goiás e Tocantins, os atos denunciaram o desrespeito do banco à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a falta de compromisso com as práticas de ESG (Ambiental, Social e de Governança).
Apesar de registrar lucros e anunciar distribuição de dividendos, o Banco Mercantil tem promovido demissões que desrespeitam a estabilidade de dirigentes sindicais, um direito assegurado pela CCT.
O presidente da FEEB-GO/TO, Sergio Costa, criticou duramente a postura do banco. “É inaceitável que uma instituição com a solidez do Banco Mercantil, que tem lucrado e crescido, trate seus trabalhadores com tanto descaso. As demissões são uma afronta à CCT, que o próprio banco assinou junto à FENABAN. Estamos falando de pais e mães de família que perdem seus empregos de forma arbitrária, e de dirigentes sindicais que têm sua estabilidade, um direito conquistado com muita luta, violada. Isso demonstra uma total falta de compromisso com o ‘S’ do ESG, o pilar social que deveria guiar as ações da empresa”, declarou Sergio.
As manifestações ocorreram em todas as cidades que possuem agências do Mercantil, mobilizando bancários e a comunidade local. Os sindicatos buscam a reintegração imediata dos trabalhadores demitidos e o cumprimento integral da Convenção Coletiva de Trabalho. A FEEB-GO/TO informou que, além dos protestos, tomará todas as medidas judiciais cabíveis e já acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar a prática antissindical do banco.
A controvérsia surge em um momento em que o Banco Mercantil busca fortalecer sua imagem no mercado, tendo recentemente fechado um acordo tributário com a União e planejado um aumento de capital. No entanto, as ações contra seus funcionários colocam em xeque a responsabilidade social da instituição e seu alinhamento com os princípios ESG, cada vez mais valorizados por investidores e pela sociedade.







