Sindicatos filiados à Federação dos Bancários de Goiás e Tocantins realizam assembleias e confirmam rejeição à proposta apresentada pela Caixa.
Os empregados da Caixa Econômica Federal seguem mobilizados em Goiás e Tocantins. Em assembleias realizadas pelos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de Goiás e Tocantins, os trabalhadores analisaram a nova proposta apresentada pelo banco e decidiram pela rejeição em todas as bases da Federação.
A decisão das assembleias demonstra a unidade dos trabalhadores diante de uma campanha marcada por reivindicações relacionadas não apenas à remuneração, mas também às condições de trabalho, à saúde dos empregados e à valorização de quem faz a Caixa funcionar diariamente.
Saúde Caixa está no centro da mobilização
Entre os principais pontos que mobilizam os empregados está a defesa do Saúde Caixa, uma conquista histórica dos trabalhadores.
A categoria reivindica um plano sustentável, com qualidade no atendimento e condições de custeio que não representem aumento excessivo da responsabilidade financeira para empregados, aposentados e pensionistas.
Na proposta apresentada em setembro, a Caixa prevê mudanças no modelo de custeio a partir de janeiro de 2027. Entre os pontos apresentados pelo banco estão a ampliação do limite de participação da Caixa no custeio para 9% e uma nova forma de contribuição dos beneficiários.
Para os trabalhadores, porém, a discussão sobre o Saúde Caixa precisa considerar a preservação do caráter solidário e sustentável do plano e garantir assistência adequada aos empregados e seus familiares.
O tema ganhou ainda mais importância durante a campanha salarial. A defesa do Saúde Caixa foi uma das principais reivindicações aprovadas pelos empregados no 41º Conecef e incorporadas à minuta específica entregue à Caixa em junho.
Melhores condições de trabalho e valorização
A pauta dos empregados da Caixa também envolve uma série de reivindicações relacionadas ao cotidiano de trabalho.
A categoria busca melhores condições de trabalho, combate à sobrecarga, valorização profissional, respeito à jornada, contratação de mais empregados, combate ao assédio e à discriminação, igualdade de oportunidades e avanços na carreira.
A minuta específica construída para a campanha também reúne reivindicações relacionadas à remuneração, carreira, remuneração variável, Funcef, Saúde Caixa e à defesa da Caixa como instituição pública.
Outro ponto importante é a necessidade de enfrentar a sobrecarga que atinge os empregados diante do volume de trabalho e das cobranças por resultados. Para os sindicatos, a valorização da Caixa passa necessariamente pela valorização de quem trabalha no banco.
Goiás e Tocantins seguem unidos
A rejeição da nova proposta nas bases dos sindicatos filiados à Federação dos Bancários de Goiás e Tocantins reforça a disposição dos trabalhadores de permanecerem mobilizados.
A Federação e seus sindicatos filiados seguem ao lado dos empregados da Caixa, defendendo que a negociação avance em pontos considerados fundamentais pela categoria.
A luta envolve a valorização dos trabalhadores, melhores condições de trabalho, respeito aos empregados e a defesa de um Saúde Caixa acessível, sustentável e de qualidade.
A mobilização também reafirma a importância da Caixa como banco público, fundamental para o desenvolvimento do país e para a execução de políticas públicas que chegam a milhões de brasileiros.
A Federação dos Bancários de Goiás e Tocantins permanece junto com os trabalhadores da Caixa. A unidade da categoria é fundamental para fortalecer a luta por direitos, valorização profissional, melhores condições de trabalho e por uma Caixa cada vez mais pública e comprometida com a sociedade.
A greve continua. A luta também.
